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25 outubro 2016

Uma mocidade forte

A juventude é uma fase empolgante da vida. Ela é cheia de vigor, marcada por sonhos altaneiros, bafejada por um sublime idealismo. Ser jovem cristão neste mundo, entretanto, é um grande desafio, pois a juventude, de forma geral, está sem referencial, confusa, sem valores absolutos e sem alvos definidos. Nossa sociedade está vendo seus jovens se capitulando debaixo das botas dos vícios mais degradantes. Está vendo seus jovens desfibrando-se moralmente, mergulhados num hedonismo selvagem, entregando-se no altar aviltante da promiscuidade mais escandalosa. Assistimos, estarrecidos, uma geração jovem copiando os piores modelos, seguindo os paradigmas mais extravagantes, rebelando-se contra todos os valores absolutos de Deus, exarados em Sua Palavra.
O jovem cristão, neste sociedade caotizada pelo pecado, tem uma grande responsabilidade. Conforme disse Paulo a Timóteo, temos que ser modelos na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza. Temos que guardar puro o nosso caminho pela observância cuidadosa da Palavra de Deus. Como disse o apóstolo João, temos que ser fortes, temos que reter a Palavra em nosso coração, temos que vencer o maligno. Como jovens, temos que ser uma geração santa, fiel, que conheça a Deus na intimidade. Temos que ter mais do que nome de cristãos, temos que sê-lo genuinamente. Temos que impactar nosso meio não apenas com palavras de poder, mas com atos irrefutáveis. Temos que ser, antes de dizer. Temos que viver, antes de mostrar. Temos que falar a Deus antes de falar aos homens. Temos que reter a Palavra, antes de ensiná-la. Temos que adornar a doutrina que professamos com uma vida irrepreensível.
Conclamo, portanto, a juventude da nossa igreja a levar Deus a sério. Deus está buscando alguém cujo coração seja totalmente dele. Queremos ver uma mocidade comprometida com Deus, santa, pura, digna da sua elevada vocação. Queremos ver jovens que se empolguem com os projetos do Reino de Deus e não com as coisas deste mundo posto no maligno. Queremos ver o levantamento de uma geração jovem que conheça a intimidade do altar, que tenha uma vida abundante de oração, que se deleite no louvor ao Deus vivo, que testemunhe com ousadia e desassombro o Evangelho da cruz. Estamos orando para que os jovens da nossa igreja, levantem-se na força do Espírito Santo, como uma mocidade compacta, unida, coesa, vigorosa, determinada a realizar grandes projetos no Reino de Deus. Podemos sonhar grande. Podemos pensar alto. Podemos alçar vôos altaneiros. O Evangelho que abraçamos é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. O Espírito que recebemos é Espírito de poder. O Reino que está dentro de nós, não consiste de palavras, mas de poder. Não precisamos viver como fracos. Somos mais do que vencedores. Temos que ser jovens mais arrojados, mais fiéis, mais determinados em andar com Deus, em viver para Deus e em realizar grandes coisas para a glória de Deus. Avante mocidade, em nome de Jesus!

06 junho 2013

Nenhuma verdade sem amor, nenhum amor sem verdade

O Grade Desafio da Igreja
O envolvimento da igreja com a cultura abrange uma série de questões, controvérsias e decisões – mas nenhuma questão define nossa atual crise cultural tão claramente quanto a homossexualidade. Algumas igrejas e denominações se renderam às exigências do movimento dos direitos homossexuais, e agora aceitam a homossexualidade como um estilo de vida completamente válido.

Outras denominações estão em cima do muro, e sem uma forte resistência conservadora, provavelmente elas irão abandonar a verdade bíblica e abençoar aquilo que a Bíblia condena. Nos últimos anos uma grande linha divisória se tornou evidente – algumas igrejas aprovando a homossexualidade de um lado, e outras teimosamente resistindo à onda cultural do outro lado.

O movimento dos direitos homossexuais entende que a igreja evangélica é um dos últimos movimentos de resistência comprometidos com a moralidade bíblica. Por causa disso, o movimento adotou uma estratégia de isolar a oposição cristã, forçando mudanças através de ação política e pressão cultural.

Podemos contar que os evangélicos se manterão fieis à Bíblia nessa questão? Dificilmente. Pesquisas científicas e observação informal relevam que temos experimentado uma significante perda de convicção entre a juventude e jovens adultos. Nenhuma revolução moral pode ser bem-sucedida sem moldar e mudar as mentes dos jovens e das crianças.

Inevitavelmente, as escolas se tornaram campos de batalha cruciais para a guerra cultural. A cosmovisão cristã tem sido atacada por um sutil currículo que ensina o relativismo moral, reduz mandamentos morais a valores pessoais e promove a homossexualidade como uma opção de estilo de vida legítima e atrativa.
Nossas igrejas devem ensinar os alicerces da moralidade bíblica para os cristãos, caso contrário eles nunca saberão que a Bíblia prescreve um modelo para relacionamentos sexuais. Jovens devem ouvir a verdade sobre o homossexualismo – e ser ensinados a estimar o casamento como a intenção de Deus para relacionamentos humanos que envolvem o sexo.

Os tempos exigem coragem cristã. Nesses dias, coragem significa que pregadores e líderes cristãos precisam definir uma agenda para a confrontação bíblica, e não se esquivar em lidar com toda a gama de assuntos relacionados à homossexualidade. Precisamos falar sobre o que a Bíblia ensinar sobre os sexos – o que significa ser um homem ou uma mulher. Precisamos falar sobre o sexo como dom de Deus e a aliança do casamento. E precisamos falar honestamente sobre o que é a homossexualidade e porque Deus condenou esse pecado como uma abominação aos Seus olhos.

Coragem é bastante raro em muitos círculos cristãos. Isso explica a rendição de tantas denominações, seminários e igrejas à agenda homossexual. Mas nenhuma rendição nessa questão seria possível se a autoridade das Escrituras já não tivesse sido minada. E ainda assim, mesmo que a coragem seja exigida, os tempos convocam para outra virtude cristã também – a compaixão.

O fato trágico é que toda a congregação quase certamente inclui pessoas que lutam com o desejo homossexual ou mesmo estejam envolvidas em atos homossexuais. Fora das paredes da igreja, os homossexuais estão esperando para ver se a igreja cristã tem algo mais a dizer depois de termos declarado que a homossexualidade é um pecado. Igrejas liberais têm redefinido compaixão para que ela signifique que a igreja deve mudar sua mensagem para concordar com as exigências modernas.

Eles argumentam que dizer a um homossexual que ele é um pecador é algo sem compaixão e intolerante. Isso é como dizer que um médico é intolerante porque ele fala a sua paciente que ela tem câncer. Mas na cultura do politicamente correto, esse argumento possui uma poderosa atração. Cristãos bíblicos sabem que compaixão requer falar a verdade e recusar-se a chamar um pecado de algo puro. Esconder ou negar a pecaminosidade do pecado é mentir, e não há compaixão em um engano terrível desse tipo.

A verdadeira compaixão exige falar a verdade em amor – e aí está o problema. Frequentemente nossa coragem é mais evidente do que nossa compaixão. Em muitos casos, as opções parecem reduzidas a estas: igrejas liberais pregando o amor sem a verdade, e igrejas conservadoras pregando a verdade sem amor.
Cristãos evangélicos precisam se fazer algumas perguntas difíceis, mas a mais difícil talvez seja essa: Porque temos sido tão ineficazes em alcançar pessoas presas neste tipo específico de pecado? O Evangelho é para pecadores – tanto para pecadores homossexuais quanto para pecadores heterossexuais. Como Paulo explicou para a igreja de Corinto: “Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.” (1 Coríntios 5.11).

Creio que estamos falhando no teste da compaixão. Se o primeiro requisito da compaixão é falar a verdade, o segundo requisito certamente deve ser que devemos alcançar os homossexuais com o Evangelho. Isso significa que devemos desenvolver ministérios que cuidem em fazer dessa preocupação algo concreto, e aprender como ajudar os homossexuais a escaparem das poderosas garras desse pecado – assim como ajudamos outros a escaparem de suas prisões pela graça.

Se somos realmente um povo do Evangelho; se realmente amamos os homossexuais como outros pecadores; então precisamos alcançá-los como uma sinceridade que faça esse amor tangível. Não chegaremos nem perto desse requisito enquanto não estivermos prontos a dizer aos homossexuais: “Queremos que você saiba todo o plano de Deus para você, saiba do perdão dos pecados e da misericórdia de Deus, receba a salvação que vem pela fé no Senhor Jesus Cristo, saiba a cura que Deus opera em pecadores salvos pela graça, e se junte a nós como discípulos de Jesus Cristo, vivendo em obediência e crescendo em graça juntos”.

Assim foram alguns de vocês… A igreja não é um lugar no qual pecadores são bem-vindos para permanecer em seus pecados. Ao contrário, é o Corpo de Cristo, composto de pecadores transformados pela graça. Nenhum de nós merece ser aceito no Amado. Tudo é graça, e todos nós viemos do pecado.
Pecamos se chamamos a homossexualidade de alguma outra coisa que não seja pecado. Pecamos também se agimos como se esse pecado não pudesse ser perdoado. Não podemos nos contentar com a verdade sem amor nem o amor sem a verdade. O Evangelho define a questão de uma vez por todas. Essa grande crise moral é uma crise do Evangelho.

O genuíno Corpo de Cristo será revelado por sua compaixão corajosa e coragem compassiva. Veremos isso acontecer apenas quando homens e mulheres libertos da escravidão da homossexualidade pela graça de Deus sintam-se livres para se levantar em nossas igrejas e declarar seus testemunhos – e quando estivermos prontos a recebê-los como discípulos irmãos. Milhões de pessoas machucadas estão esperando para ver se realmente queremos dizer aquilo que pregamos.

por Albert Mohler Jr.

Traduzido por Alex Daher | iPródigo.com | Original aqui



Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

12 março 2013

Com quem você se casará é importante!


Meu marido e eu estivemos certa vez com um grupo de jovens. Três destes jovens sentaram-se em frente a nós durante uma refeição: dois rapazes e uma moça. Um dos rapazes era um “nerd” de computador, usando óculos. O outro era um estudante universitário com o cabelo um pouco mais legal, e sem óculos. A moça estava, obviamente, com este último. Enquanto o nerd de computador estava ocupado servindo a todos durante a refeição, limpando os pratos e o lixo, o estudante universitário ficou irritado com a garota por um pequeno acidente e derramou suco vermelho sobre sua jaqueta de couro e sua camisa branca. Ela escolheu o cara errado, e o suco não pareceu mudar sua opinião. Se essa relação continuar e especialmente, se levar ao casamento, significa que ela está buscando por angústia.
Todas as jovens e moças cristãs ainda solteiras por aí, ouçam: com quem vocês se casam é importante. Você pode pensar que a maneira como ele te trata não é tão ruim assim, não vai ficar melhor depois do casamento. Você pode pensar que ele vai mudar, é possível, mas a maioria não muda. Você pode pensar que será capaz de ministrar a ele e ajudá-lo, possivelmente, mas, se você não é capaz de fazer isso agora, você não será capaz depois, e estará se arriscando. Um marido deve liderar e cuidar de você, e não depender do seu conselho sobre problemas básicos de personalidade ou de comportamento.
A menos que alguém casado seja bastante franco com você, você não conseguirá entender o quanto um marido irá impactar sua vida por inteiro. Depois da salvação, não há nenhum outro evento de longo prazo que mudará  tão profundamente tantas áreas de sua vida. Aqui estão apenas algumas das formas como o casamento irá impactar cada aspecto da vida.

1. Ele vai impactar você espiritualmente. 
Se o rapaz não é crente, você pode parar exatamente aí. Você não tem direito algum de unir em mesmo jugo uma alma redimida com alguém não regenerado, mesmo se ele parecer aberto a mudanças. Cristo te comprou por um preço, e não é uma opção entregar este coração comprado por sangue a alguém que não conhece e ama o seu Senhor. Isto irá prejudicar o seu desenvolvimento espiritual, abrir espaço para inúmeras tentações, sufocar a sua vida de oração, fazer com que a frequência regular na igreja se torne difícil, e causar enormes conflitos familiares, se você tiver filhos.
Se o rapaz é crente, ele é firme? Ele irá te liderar em oração, leitura da Bíblia, devoções familiares e adoração pública? Ou você vai viver por conta própria? Ele fará do crescimento espiritual uma prioridade ou fará outras coisas virem em primeiro lugar? Ele irá te perguntar como vai a sua alma para que ele possa ajudá-la a crescer em santidade e amor a Cristo, ou deixará isso com seu pastor? Ele vai liderar seus filhos nisto, ou você vai ter que tomar a dianteira? Na igreja, ele vai ajudar as crianças a sentar-se adequadamente, orar, encontrar os hinos, ou você vai ser a única a mostrar o que acontecerá em seguida e ajudar a família a prestar atenção? Muitas mulheres se casaram com homens imaturos espiritualmente, pensando que isto não seria um grande problema, ou que o homem mudaria, elas estavam erradas e carregam as cicatrizes.
A saúde de sua eternidade está em jogo. Pense cuidadosamente.

2. Ele vai impactar você emocionalmente. 
 O rapaz em quem você está pensando irá encorajar você, amá-la, ser gentil, e tentar compreendê-la, ou vai querer sair com os amigos quando você estiver tendo uma noite difícil? Ele vai te ouvir quando você estiver lutando com algo ou estará preocupado com o videogame? Ele ficará irritado quando você chora ou vai pegar lenços para enxugar as suas lágrimas e te dar um abraço? Ele vai buscar entender que você é, provavelmente, mais delicada do que ele, mais sensível aos problemas e comentários, ou ele vai, regularmente, sair pisando em seus sentimentos?
Uma mulher estava lutando para amamentar o seu bebê, acreditando ser a melhor coisa para ela, mas era muito difícil. Em vez de dar apoio e encorajamento, o marido começava a resmungar todas as vezes que via sua esposa se esforçando para amamentar.
Nós precisamos nos livrar do complexo de princesa, mas realmente temos necessidades emocionais. Qualquer rapaz que seja indiferente com respeito a seus sentimentos e autoestima é egoísta e deve ser deixado sozinho.
Tenha cuidado – um marido pode mutilar ou nutrir a sua saúde emocional.

3. Ele vai impactar você fisicamente. 
O rapaz com quem você está irá te prover as necessidades básicas? Ele será capaz de te abrigar, vestir e alimentar? Em um certo momento do nosso casamento, eu fiquei preocupada que não houvesse oportunidade de emprego. Meu marido me assegurou que iria trabalhar no McDonalds, cavar valas, limpar vestígios de atropelamento das pistas – o que fosse preciso para sustentar a família, independentemente de seus dons e formação. Esse é o tipo de atitude que você deseja. Um homem que não provê para seu lar é pior que um infiel (I Tm. 5:8). Você pode ter que ajudar a aliviar a sobrecarga financeira, mas, a menos que seu marido esteja inválido ou em alguma outra circunstância incomum, você não deve ter que carregá-la sozinha.
O homem com quem você está se preocupará com seu corpo ou abusará dele? Se ele te dá pequenos tapas, chutes, etc, quando vocês estão namorando, saia dessa. É quase garantido que ele vai abusar de você depois do casamento, e as estatísticas mostram que isto é especialmente verdadeiro quando você estiver grávida. Ele vai cuidar e proteger o seu corpo ou vai feri-lo? Há mulheres em igrejas por toda a América que pensaram que não era grande coisa receber pequenos socos ou tapas (do tipo amigável) de seus namorados, mas que, posteriormente, passaram a encobrir as agressões de seus maridos.
O homem com quem você está irá cuidar de você sexualmente? Ele vai honrar o leito conjugal em fidelidade física e mental ou ele vai flertar com outras, alimentar o vício em pornografia, ou mesmo deixá-la por outra mulher? Você nem sempre pode prever estas questões, mas se as sementes ou práticas já estão presentes, cuidado. Recentemente, vi um casal recém-casado e o marido estava flertando abertamente com outra mulher. A não ser que algo drástico aconteça, aquele casamento está caminhando para o desastre.
Ele vai ser carinhoso e gentil com você na cama? Uma colega de trabalho que não é crente disse uma vez a minha irmã que, após sua primeira relação sexual, ela teve dificuldades para andar por alguns dias porque seu namorado havia sido muito rude. Em outras palavras, ele não era altruísta o suficiente para cuidar do corpo da mulher que ele disse que amava.
Cuidado. Seu corpo necessita de cuidados e proteção.

4. Ele vai impactar você mentalmente. O homem em quem você está pensando será uma fonte de preocupação ou ele vai ajudá-la a lidar com suas preocupações? Ele vai incentivar o seu desenvolvimento intelectual, ou vai negligenciá-lo? Ele vai valorizar suas opiniões e ouvir o que você está pensando, ou vai ignorar os seus pensamentos? Ele vai te ajudar a controlar o estresse de modo que sua mente não fique tão sobrecarregada, ou vai deixar você lutar com os problemas sozinha? Ele vai cuidar de você e ser atencioso se você estiver enfrentando tensão mental, ou ele vai ignorá-la? Eu conheço uma mulher que pôde lidar com a gravidez e com o parto muito bem fisicamente, mas a depressão pós-parto exerceu um impacto enorme em sua mente. O marido ignorou isso, continuando a ter mais filhos, até que sua esposa acabou numa instituição para portadores de deficiência mental.
Você pode pensar que o lado intelectual ou mental de um casamento é de pouca importância. Ele é mais importante do que você pensa. Considere-o seriamente.

5. Ele vai impactar os seus relacionamentos. Como é seu relacionamento com sua mãe? Seu pai? Você os ama? Seu namorado os ama? Imagine daqui a dez anos: você diz ao seu marido que sua mãe está vindo passar o fim de semana. Ele está animado? Desapontado? Zangado? Fazendo piadas maldosas com seus amigos? Claro, o marido deve vir em primeiro lugar na sua prioridade de relacionamentos, assim como vocês dois devem deixar pai e mãe e se unirem, mas os pais ainda são uma grande parte do quadro. Quaisquer que sejam os sentimentos negativos dele sobre seus pais agora, provavelmente serão ampliados após o casamento. Seu casamento irá fortalecer ou prejudicar – até mesmo destruir – a sua relação com seus pais. As pessoas que te conhecem melhor e te amam mais agora, podem ser cortadas do seu convivio por um marido que os odeia.
O mesmo acontece com irmãs e amigas. Elas serão bem-vindas, em horários razoáveis, em sua casa? O rapaz com quem você está irá encorajar seus relacionamentos saudáveis com outras mulheres, ou vai ficar com ciúmes de amizades normais e bíblicas? Ele vai ajudar você a aconselhar mulheres mais jovens e ser grato quando às mulheres mais velhas aconselharem você, ou ele vai depreciar essa prática?
Não sacrifique muitos bons relacionamentos por causa de um rapaz que não consegue valorizar as pessoas que amam você.
Como seu namorado vai agir após os votos matrimoniais? Esta é apenas uma amostra das formas que um marido pode abençoar ou amaldiçoar sua esposa. Os efeitos são de longo alcance, de longa duração, e podem ser maravilhosos ou difíceis. É verdade, não há homens perfeitos. Mas há grandes homens. E é melhor estar solteira ao longo da vida do que casar com alguém que irá tornar sua vida um fardo. A solteirice pode ser ótima. O casamento com a pessoa errada é um pesadelo.
Eu já presenciei um pastor que precisou chamar a polícia para proteger a esposa de um marido que estava, no estacionamento da igreja, tentando impedi-la de cultuar e estar com sua família. Isto é feio.
Não esteja tão desesperada para se casar a ponto de deixar que seu casamento seja uma tristeza. Se você estiver em um casamento infeliz, existem maneiras de obter ajuda. Mas se você não é casada, não se coloque nesta situação. Não se case com alguém cuja liderança você não pode seguir. Não se case com alguém que não está buscando amá-la como Cristo amou a igreja. Case-se com alguém que conhece e demonstra o Amor de Cristo.

Traduzido por Arielle Pedrosa | blog Mulheres Piedosas | iPródigo.com | original aqui 

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16 julho 2011

Jim Elliff – 35 Razões Para Não Pecar

1 – Porque um pequeno pecado leva a mais pecados.
2 – Porque o meu pecado evoca a disciplina de Deus.
3 – Porque o tempo gasto no pecado é desperdiçado para sempre.
4 – Porque o meu pecado nunca agrada a Deus; pelo contrário, sempre O entristece.
5 – Porque o meu pecado coloca um fardo imenso sobre os meus líderes espirituais.
6 – Porque, no devido tempo, o meu pecado produz tristeza em meu coração.
7 – Porque estou fazendo o que não devo fazer.
8 – Porque o meu pecado sempre me torna menor do que eu poderia ser
9 – Porque os outros, incluindo a minha família, sofrem conseqüências por causa do meu pecado.
10 – Porque o meu pecado entristece os santos.
11 – Porque o meu pecado causa regozijo nos inimigos de Deus.
12 – Porque o meu pecado me engana, fazendo-me acreditar que ganhei, quando, na realidade, eu perdi.
13 – Porque o pecado pode impedir que eu me qualifique para a liderança espiritual.
14 – Porque os supostos benefícios de meu pecado nunca superam as conseqüências da desobediência.
15 – Porque o arrepender-me do meu pecado é um processo doloroso, mas eu tenho de arrepender-me.
16 – Porque o pecado é um prazer momentâneo em troca de uma perda eterna.
17 – Porque o meu pecado pode influenciar outros a pecar.
18 – Porque o meu pecado pode impedir que outros conheçam a Cristo.
19 – Porque o pecado menospreza a cruz, sobre a qual Cristo morreu com o objetivo específico de remover o meu pecado.
20 – Porque é impossível pecar e seguir o Espírito Santo, ao mesmo tempo.
21 – Porque Deus escolheu não ouvir as orações daqueles que cedem ao pecado.
22 – Porque o pecado rouba a minha reputação e destrói o meu testemunho.
23 – Porque outros, mais sinceros do que eu, são prejudicados por causa do meu pecado.
24 – Porque todos os habitantes do céu e do inferno testemunharão sobre a tolice deste pecado.
25 – Porque a culpa e o pecado podem afligir minha mente e causar danos ao meu corpo.
26 – Porque o pecado misturado com a adoração torna insípidas as coisas de Deus.
27 – Porque o sofrer por causa do pecado não tem alegria nem recompensa, ao passo que sofrer por causa da justiça tem ambas as coisas.
28 – Porque o meu pecado constitui adultério com o mundo.
29 – Porque, embora perdoado, eu contemplarei novamente o pecado no Tribunal do Juízo, onde a perda e o ganho das recompensas eternas serão aplicados.
30 – Porque eu nunca sei por antecipação quão severa poderá ser a disciplina para o meu pecado.
31 – Porque o meu pecado pode indicar que ainda estou na condição de uma pessoa perdida.
32 – Porque pecar significa não amar a Cristo.
33 – Porque minha indisposição em rejeitar este pecado lhe dá autoridade sobre mim, mais do que estou disposto a acreditar.
34 – Porque o pecado glorifica a Deus somente quando Ele o julga e o transforma em uma coisa útil; nunca porque o pecado é digno em si mesmo.
35 – Porque eu prometi a Deus que Ele seria o Senhor de minha vida.

Renuncie seus direitos
Rejeite o pecado
Renove sua mente
Confie em Deus
Via Voltemos ao Evangelho

Copyright: © CCW www.ccwtoday.org / Editora FIEL 2009. www.editorafiel.com.br 
Permissões: O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

02 julho 2011

Cristãos deveriam ter Facebook?

Os cristãos deveriam estar no Facebook? O que dizer sobre todas essas questões de privacidade que estão no noticiário atualmente?
Algumas vezes, me pergunto se o diabo não tem grande deleite na ironia, ao assistir nos examinarmos ao mesmo tempo em que perdemos o alvo. Embora eu esteja no Facebook e, portanto, pelo menos sustente uma convicção provisória de que isso é permitido aos cristãos, existem algumas razões para levantar algumas preocupações a respeito disso. Privacidade e falta de privacidade, entretanto, seriam provavelmente a última preocupação que eu levantaria. É com o anúncio público e controverso do Facebook a respeito de sua mudança na política de privacidade que, no entanto, muitos cristãos estão preocupados. Como, me pergunto, alguém pode usar uma tecnologia que existe para dizer ao mundo “Estou aqui. Venham me observar” e reclamar que o mundo está vindo observá-lo?
Qualquer pessoa que deseja mais privacidade pode conseguir isso facilmente. Não use o Facebook. Se você já usa, pare. Estamos nos comovendo moralmente por todos os motivos errados. Estamos consternados com os proprietários do Facebook por ousarem mudar sua política (o que, lembre-se, a política original defendia como uma decisão deles) ao invés de nos abalarmos com nós mesmos por implicitamente quebrarmos o oitavo mandamento. Pensamos que, por sermos usuários do Facebook, isso nos torna proprietários do Facebook, e assim exigimos isso ou aquilo de seus proprietários verdadeiros.
Dito isso, aqui estão algumas preocupações muito reais que tenho em relação ao Facebook. Primeiro, ele se tornou um deus para nós? Quando Deus ordena que não tenhamos outro deus diante dEle, Ele não quer dizer posicionado acima dEle, mas em Sua presença. Se o Facebook tornou-se indispensável para você, você precisa parar. Segundo, tornou-se uma imagem de escultura? Você confunde a realidade do Facebook com a realidade verdadeira? Você realmente pensa que tem 200 amigos?Terceiro, você tem tomado o nome do Senhor em vão? Isto é, você, em momentos de fraqueza, difamou publicamente nosso testemunho cristão? Você está rindo de seus antigos pecados com aquele velho colega da faculdade ou da escola?
Quarto, o Facebook está me dando a paz do Senhor ou me agitando? (E, por favor, note a grande diferença entre aquela paz que excede a todo entendimento e a “paz” que recebemos quando alimentamos um hábito, satisfazemos um vício). Fico tenso se não faço login? Fico mais animado depois que desloguei? Quinto, estou honrando as autoridades sobre mim? Esposas, vocês estão falhando em honrar seus maridos porque estão muito ocupadas lendo sobre seus amigos? Filhos, vocês estão falhando em honrar seus pais porque estão muito ocupados cutucando?
Sexto, essa tecnologia honra a vida? O cyber-espaço pode ser um deserto inóspito, não porque é cheio de pornografia e jogo, mas porque não é real, porque é gnóstico. Sétimo, você está amando seu cônjuge no Facebook? O fluxo de nostalgia de reencontrar amigos há muito perdidos te encoraja a estar insatisfeito? Você está secretamente olhando para aquela antiga namorada? Você já caiu em adultério simplesmente por desejar que pudesse ter dezesseis anos novamente? Ou você não sabe que o Facebook pode facilmente degenerar em pornografia relacional? O poder da pornografia é que você pode ter as alegrias da união sexual sem ter um relacionamento real com uma pessoa real. O poder do Facebook é quase o mesmo.Oitavo, você está roubando de seu empregador horas completas de trabalho porque tem um segundo emprego no Farmville ou como chefão do Mafia Wars? Ou simplesmente porque você está desperdiçando suas horas de trabalho jogando?
Nono, você está mentindo? Isto é, o você que você apresenta no Facebook é o você verdadeiro? Essa tecnologia tem uma capacidade perniciosa de tanto esconder a realidade quanto de nos levar a pensar que a estamos mostrando e vendo. Por que nossas atualizações são todas sobre nossas vitórias – Acabei de fazer cookies para a família; Meu filho acabou de marcar o ponto da vitória; ao invés de nossas falhas? – Acabei de gritar com minha filhinha; Deixei meu computador no aeroporto e ele se foi? Mantenha atenção particular nesse ponto. Décimo, o Facebook está encorajando o contentamento ou o ressentimento? Você está invejando a quantidade de amigos do seu próximo? Você tem ciúmes de quantos “curtir” há nos posts dele se comparados aos seus? Você está contente com a vida real que está levando quando se afasta do teclado?
Por favor, não interprete mal esse pequeno experimento de reflexão. Suspeito que poderíamos caminhar pelos Dez Mandamentos à luz de nossa igreja e encontrar as mesmas tentações. Isso não significa que você deva ficar longe da igreja. Significa que deveríamos ser deliberados o bastante para saber o que estamos fazendo e porque estamos fazendo. E deliberar começa por afirmar que nossos corações são não apenas desesperadamente corruptos, mas enganosos também. Não precisamos proteger nossa privacidade. Precisamos, ao contrário, expor nossos pecados à luz, à luz da Escritura para que possamos nos arrepender e crer, para que Sua face resplandeça sobre nós.
por R.C. Sproul Jr.

29 junho 2011

A Era das Estrelas Gospel está chegando ao fim!

Hermes Fernandes

Não sou saudosista. Mas devo admitir que foi-se o tempo em que o púlpito não era palco nem palanque, e a congregação não era platéia, nem tampouco o pastor era considerado um showman. Foi-se o tempo em que cantores que se dedicavam a louvar a Deus não tinham fã clube, e nem sabiam o que significa tietagem após sua apresentação. Mesmo porque, não havia performance, e sim, culto. Todos os holofotes eram voltados para Deus. E os únicos aplausos que esperava ouvir vinham dos céus.

O sonho de conquistar o mundo para Cristo foi substituído pelo sonho de tornar-se num mega-star gospel.

O dinheiro antes investido para enviar missionários para o campo, agora é usado na construção de suntuosas catedrais, com suas cadeiras acolchoadas, para oferecer conforto à crentes almofadinhas.

Mas tudo isso está prestes a acabar. O mercado gospel está ficando saturado. Ninguém suporta mais patrocinar os projetos megalomaníacos dessas estrelas.

Cada vez mais, os cristãos estão se conscientizando de que seu papel não é o de manter esta indústria religiosa, que se apresenta como ministérios, e sim, de trabalhar pela transformação do mundo.

Chega de fogueiras santas! Chega de fogueiras de vaidade!

Chega de estratégias evangelísticas mirabulantes. Que o importante seja o que é certo, e não o que dá certo.

Chega de busca por títulos e fama. Que se busque servir em vez de ser servido.

Voltemos ao velho e bom Evangelho, sem invencionices. Voltemos ao discipulado, sem a pressão pela multiplicação. Deixemos que Ele acrescente em número, enquanto nós focamos a qualidade de nossa vivência cristã.

E que os milagres aconteçam em ambientes domésticos e seculares, no dia-a-dia, e não a granel, no atacado, como tem sido anunciado nos programas neo-pentecostais.

Está chegando o tempo em que o Evangelho será espalhado por toda a Terra, não através de eventos extraordinários, marchas, cruzadas, mas através de gente anônima, ilustres desconhecidos, que ofuscarão o brilho daqueles que se acham indispensáveis na expansão do Reino de Deus, e isso, sem chamar a atenção para si.

Pronto! Falei! Estava entalado...

Viva o novo tempo!


Via Genizah

25 maio 2011

Que venha a perseguição!

Bom mesmo é quando a igreja é perseguida a ponto de não poder alugar um prédio. Pra começar não ficamos preocupados durante todo o mês com a arrecadação de dízimos e ofertas. Não haveriam despesas fixas tão asfixiantes. Não seria preciso usar Malaquias fora de contexto para forçar as pessoas a ofertarem por medo do devorador.

Não incomodaríamos nossos vizinhos com os ensaios do louvor. Não teríamos a “dona Maria” reclamando todos os sábados a noite do barulho bem na hora do Jornal Nacional. E o pior é que eles tem razão em reclamar. “Graças a Deus” eu não moro vizinho de minha própria igreja. Deve ser muito bom poder louvar a Deus apenas com sussurros. Não sei se a maioria das pessoas já parou para imaginar que isso é totalmente possível.

Bom mesmo é quando não precisamos investir em decoração e multimídia valores exorbitantes e muitas vezes superiores ao que gastamos com pessoas. É muito bom quando precisamos que cada um traga uma cadeira de casa. É muito bom quando somos poucos e não é necessário ar-condicionado. Basta ligar um ventilador, ou mudar o culto para outro local mais fresco.

Bom mesmo é quando não podemos pagar a ninguém para ficar por conta do “rebanho”. Todos compartilhariam da responsabilidade de cuidar de seus irmãos. E se algum irmão for “separado” para a dedicação exclusiva no ministério, poderíamos compartilhar com ele apenas suas necessidades básicas e na medida de nossas possibilidades. Cada prato de comida teria um sabor especial para quem o recebe. Seria muito diferente de poder comprar sua própria comida. Servir ao ministério seria de fato um ato de renúncia.

Bom é quando não podemos usar microfones e, então, precisamos falar do evangelho no mesmo volume dos ouvintes. Então a pregação se torna viva e participativa. Acabam-se as circunstâncias em que ficamos horas e horas seguidas ouvindo alguém falar de cima de um palco. Se não conseguimos prestar atenção em quem berra num microfone, é por que o assunto deve ser realmente desinteressante. Mas por que será que preferimos culpar as pessoas ou o “espírito de distração” por nossa irrelevância?

Bom é quando nossa casa não pode ser referência de reunião, sob risco de sermos presos. Bom é quando nossa vida não pode se tornar referência de conduta, sob risco de sermos mortos. Fica tão mais fácil discernir quem é ou não discípulo de Jesus. Poucos se arriscariam fingindo ser crente sob o risco constante de ser perseguido. Não seria necessário gastar palavras em pregações combatendo a religiosidade do povo.

Bom mesmo é ser crente em países muçulmanos.

Eu disse que estas coisas todas são boas. Não disse que eram fáceis!

Fonte: Genizah

23 maio 2011

Eu não consigo me perdoar!

Você já ouviu alguém dizer isso? Ocasionalmente, ouço crentes dizerem que sabem que Deus os perdoou, mas que não conseguem perdoar a si mesmos. O que acontece quando dizemos que não conseguimos nos perdoar?
Em primeiro lugar, isso revela uma falta de compreensão ou percepção do evangelho.
Estamos dizendo que o que Jesus fez na cruz não foi o suficiente. Ah, a cruz foi suficiente para satisfazer a Deus e obter o Seu perdão, mas não foi o bastante para merecer o nosso próprio perdão. Isso sugere que temos um padrão mais elevado que o próprio Deus. Estamos dizendo que esperamos mais de nós mesmos do que Deus espera. É claro que nenhum crente diria conscientemente que tem um padrão mais alto que o de Deus, mas é isso que está implícito.
Em seguida, revela uma falta de entendimento da profundidade de nossa própria pecaminosidade.
Se não nos perdoarmos, isso quer dizer que nos consideramos melhores que somos para cair em pecado. Na verdade, achamos que somos bons demais e não devemos cair dessa maneira. É uma forma sutil de orgulho.
Na verdade, somos muito piores do que pensamos.
Isso é útil para me lembrar. Não importa o quão ruim eu pense que sou, eu sou pior ainda. Peco de maneiras que nem percebo. Falho em agradar a Deus de mil maneiras diferentes que nem me dou conta. Os pecados que tomo conhecimento são apenas a ponta do iceberg.
Isso não me deprime, entretanto. Conseguir um vislumbre do meu pecado faz com que o amor de Deus mostrado na cruz seja ainda mais surpreendente.
Deus, o Santo do universo, Aquele que é infinitamente mais santo do que podemos imaginar, perdoa cada uma de nossas faltas e pecados imundos quando nos voltamos para Jesus por causa da incrível, maravilhosa, poderosa redenção consumada na cruz. Ele salva aqueles que são piores do que eles mesmos podem imaginar.


Alegre-se! Você é pior do que você pensa que é.
Mas há um Salvador que é maior do que pensamos.

Quando pecamos, ao invés de nos repreender por ter caído mais uma vez, ao invés de dizer ‘não posso acreditar que fiz tal coisa ou falhei novamente’, devemos primeiramente ser humildes, pois Deus em sua bondade nos permite ver mais uma vez nossa necessidade de um Salvador. Devemos, novamente, ir com coragem ao trono da graça para obter misericórdia e ajuda na hora da necessidade. E devemos louvar o nosso Pai pela incrível provisão de seu Filho para cobrir todos os nossos pecados e por sua impressionante paciência e tolerância conosco.

Então alegre-se! Você é pior do que você pensa que é.
Mas há um Salvador que é maior do que pensamos.

Traduzido e gentilmente cedido por Josie Lima | iPródigo | Original aqui

08 janeiro 2011

O que torna um homem pecador?

O evangelista deve entender que, primeiro é essencial a ação regeneradora de Deus, que faz um novo homem, e então, tudo se faz novo. Para tanto, basta ao evangelista anunciar as boas novas do evangelho, ou seja, que Cristo foi manifesto em carne, viveu sem pecado por ter sido gerado de Deus, foi crucificado, ressurgiu e está assentado à destra de Deus.

É comum em evangelismo a seguinte pergunta aos descrentes: “Você é bom o suficiente para entrar no céu por seu próprio merecimento?”, e não pude me furtar a algumas considerações.

É uma estratégia evangelística enfatizar a miserabilidade do homem em pecado para apresentar Cristo, o redentor, porém, erram ao considerar que a miserabilidade da humanidade decorre das disposições internas do homem.

Muitos cristãos ainda não compreendem porque o homem é pecador, pois reputam que o pecado está atrelado ao comportamento, à moral e ao caráter do homem.

05 janeiro 2011

PERSEVERANÇA NA ORAÇÃO

Certo garimpeiro passou vários anos cavando em seu garimpo e não conseguiu encontrar ouro. Desanimado, vendeu o garimpo para uma empresa. Poucos dias depois a empresa descobriu ouro. Era só questão de cavar mais um pouco. Faltou perseverança.
A perseverança é o fator mais importante para o sucesso de alguém. Claro que talento, oportunidades, incentivo de familiares e amigos contribuem, mas nada disso produz o efeito desejado se não houver perseverança.

04 dezembro 2010

Evangelização, uma tarefa de conseqüências eternas

“Não dizeis vós faltarem quatro meses para a colheita? Mas eu vos digo: Levantai os olhos e vede os campos já prontos para a colheita” (Jo 4.35)

O propósito de Deus é o evangelho todo, pregado por toda a igreja, em todo o mundo, a cada criatura. A visão de Deus é o mundo todo, o método de Deus é a igreja toda, e o tempo de Deus é agora. A evangelização é uma tarefa imperativa, intransferível e impostergável. A evangelização é uma tarefa inacabada e de conseqüências eternas. Em Jo 4.31-35, Jesus nos dá três princípios sobre a evangelização como uma tarefa de conseqüências eternas.

1. Precisamos ter visão (Jo 4.35)
“… Levantai os olhos e vede os campos já prontos para a colheita”.

Precisamos ter visão de que o homem sem Cristo está perdido. Desde o ateu ao religioso, do doutor ao analfabeto, dos homens das grandes metrópoles ao homem do campo. Precisamos ter visão de que as falsas religiões proliferam celeremente como um rastilho de pólvora. Nos últimos 50 anos, o islamismo cresceu 500%; o hinduísmo, 161%; o budismo, 147%; e o cristianismo, só 47%.

Precisamos ter a visão de que oportunidades não aproveitadas hoje podem se tornar portas fechadas amanhã. Precisamos ter visão de que na mesma medida de que a igreja evangélica patina no cumprimento da sua missão, cresce de forma assustadora um evangelho híbrido, heterodoxo e sincrético, que distorce a verdade e sonega ao povo o Pão da Vida. Precisamos ter a visão de que a ignorância não é um caminho alternativo para o céu, uma vez que aqueles que sem lei pecam, sem lei perecerão (Rm 2.12).

A mulher samaritana abandonou seu cântaro e correu à cidade para proclamar que havia encontrado o Messias. A cidade foi impactada com sua palavra. Quando a multidão veio ao encontro de Jesus, Ele disse para seus discípulos: “Levantai os olhos e vede os campos já prontos para a colheita” (Jo 4.35)

2. Precisamos ter urgência (Jo 4.34)

“Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e completar a sua obra”. Jesus estava com fome, mas tinha algo mais urgente para fazer do que se alimentar. Seu propósito era dar a água da vida à mulher samaritana. Precisamos ter a mesma urgência de Jesus.

O que nos impede de evangelizar não é tanto falta de método, mas falta de paixão. Precisamos clamar como Raquel: “Dá-nos filhos, senão morrerei” (Gn 30.1). Precisamos chorar como John Knox: “Dá-me a Escócia para Jesus, senão eu morro”. Precisamos clamar como Paulo: “… E ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1Co 9.16).

Muitas vezes, ouvimos a Palavra de Deus, freqüentamos a EBD anos e mais anos, fazemos treinamento e até participamos de congressos, todavia, não atravessamos a rua para falar de Jesus ao nosso vizinho. É tempo de falarmos de Cristo, e isso com um profundo senso de urgência.

3. Precisamos ter compromisso (Jo 4.35)

“… os campos já estão prontos para a colheita”. Um campo maduro para a ceifa exige do agricultor o compromisso de uma ação imediata. A evangelização é uma ordem, e não uma opção. È um mandamento, e não uma recomendação.

A evangelização só pode ser feita pela igreja. Nenhuma outra instituição na terra pode cumprir essa tarefa. A igreja é o método de Deus. Se a igreja falhar, Deus não tem outro método. Se o ímpio morrer na sua impiedade, Deus cobrará de nós o seu sangue.

A evangelização não pode esperar. Ela é impostergável. Se não ganharmos para Cristo esta geração, nesta geração, teremos fracassado vertiginosamente.

Pense Nisso: “Uma igreja que não evangeliza, precisa ser evangelizada”


Bibliografia: Lopes, Hernandes Dias. Mensagens Selecionadas. Ed. Hagnos
Carson, D.A. O comentário de João. Shedd publicações
Hendriksen, William. João. Ed. Cultura Cristã

04 novembro 2010

Amando A Deus Por Quem Ele É: Uma Perspectiva Pastoral - John Piper

Esta verdade é uma das maiores descobertas que eu fiz ao longo de minha vida: É quando eu sou mais satisfeito em Deus que Ele é mais glorificado em mim. Este é o motor que dirige meu ministério como pastor. Isto afeta tudo o que eu faço.
Seja comendo, bebendo ou aconselhando, meu alvo é glorificar a Deus à medida que realizo meu ministério (1 Co. 10.31). O que significa que meu alvo é realizar tarefas (comer, beber, pregar, aconselhar, ou qualquer outra coisa) de maneira a mostrar como a glória de Deus satisfez os desejos do meu coração. Se a minha pregação denúncia que Deus nem sequer supriu minhas próprias necessidades, essa pregação será uma fraude. Se Cristo não é a satisfação do meu coração, irão as pessoas acreditar em mim quando eu anunciar as palavras dEle, “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede”(João 6.35)?

A glória do pão é que ele satisfaz. A glória da água viva é que ela sacia a sede. Nós não honramos a refrescante, auto-renovável, pura água de uma nascente nas montanhas arrastando baldes de água pra cima a fim de darmos a nossa contribuição pelos açudes nas planícies. Nós honramos a fonte de água nos sentindo sedentos, caindo de joelhos e bebendo com alegria. Então exclamamos satisfeitos, “Ahhhh!” (isso é louvor!); e continuamos a nossa caminhada graças à força provida pela fonte de água (isso é serviço). A fonte na montanha é mais e mais glorificada na medida em que nós somos mais e mais satisfeitos pela água dela.

Tragicamente a maioria de nós foi ensinada que obrigação, não prazer, é a maneira pela qual devemos glorificar a Deus. O que esqueceram de nos ensinar é que o prazer em Deus é a nossa obrigação! Ser satisfeito em Deus não é opcional adicionado aos itens de fábrica das obrigações cristãs. Satisfação em Deus é a mais básica exigência de todas. “Deleite-se no Senhor” (Salmos 37.4) não é uma sugestão, mas uma ordem. O mesmo se aplica a: “Prestem culto ao SENHOR com alegria” (Salmos 100.2); e “Alegrem-se no Senhor” (Fp 4.4).

A responsabilidade do meu ministério é tornar claro aos outros que “O teu amor (do SENHOR) é melhor que a vida” (Salmos 63.3). E se é melhor que a vida, é melhor do que tudo que a vida neste mundo oferece. Isto significa que o que satisfaz não são as bênçãos de Deus, mas a glória de Deus—a glória do seu amor, a glória do seu poder, a glória da sua sabedoria, santidade, justiça, bondade, e verdade.
Este é o motivo porque o Salmista, Asafe, exclamou, “A quem tenho nos céus se não a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre” (Salmos 73.25-26). Nada na terra—nenhuma das boas dádivas de Deus na criação—poderia satisfazer o coração de Asafe. Só Deus podia. Isto é que estava na mente de Davi quando ele disse ao Senhor, “Tu és o meu Senhor; não tenho bem nenhum além de ti” (Salmos 16.2).

Davi e Asafe nos ensinam, através de seus desejos centrados em Deus, que as bênçãos de Deus na saúde, riqueza e prosperidade não satisfazem. Apenas Deus o faz. Seria presunção não agradecer a Deus por suas bênçãos (“Não se esqueça nenhuma de suas bênçãos!” Salmo 103.2); mas seria idolatria chamar de amor por Deus as alegrias provenientes delas. Quando Davi disse ao Senhor: “a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita.” (Salmos 11.16), ele quis dizer que proximidade ao próprio Deus é a única experiência totalmente satisfatória no universo.

Não é pelas bênçãos de Deus que Davi anseia desesperadamente. “Como a corsa anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Salmos 42.1-2). O que Davi quer experimentar é a revelação do poder e da glória de Deus: “Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água. Quero contemplar-te no santuário e avistar o teu poder e a tua glória” (Salmos 63.1-2). Somente Deus satisfará um coração como o de Davi. E Davi foi o homem Segundo o coração de Deus. Esta é a maneira como fomos criados para ser.

Ser satisfeito em Deus é a essência do que significa amar a Deus. Em Deus! Amar a Deus irá incluir obedecer todos os comandos; crer em todas as suas palavras; agradecer por todas as suas bênçãos; mas a essência de amar a Deus é desfrutar tudo o que Ele é. Este desfrute de Deus é o que o glorifica mais completamente.

Nós todos sabemos isto intuitivamente e pelas escrituras. Nós nos sentimos mais honrados quando servidos por aqueles que o fazem pela força de suas obrigações, ou pelo prazer da comunhão? Minha esposa honrada quando eu digo, “Gastar tempo com você me faz feliz”. A minha alegria é o eco da excelência dela. Com Deus funciona da mesma maneira. Ele é glorificado ao máximo em nós quando somos satisfeitos ao máximo nele.

Nenhum de nós é produto final no processo de satisfação em Deus. Eu caio muitas vezes na murmuração do meu coração quando perco confortos deste mundo. Mas eu tenho experimentado que o Senhor é bom. Pela graça de Deus eu agora conheço a fonte eterna de alegria. E então eu amo gastar meus dias levando pessoas à alegria até elas me dizerem, “Uma coisa pedi ao SENHOR; e é o que procuro: que eu possa viver na casa do SENHOR todos os dias da minha vida,” (Salmos 27:4).

25 julho 2010

As propriedades, influência e poder do sal

"Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens”, Mt 5.13.

Creio que poucos conhecem o real valor do sal o que acaba por tirar a importância da parábola estabelecida por Jesus, quando Ele compara o crente como tal.

Ao estabelecer esta parábola, o Senhor não só indicou o valor estabelecido por sua presença, por meio da ação da Palavra, explícita no poder do Espírito Santo em cada crente, mas quis ensinar que a Igreja, como Corpo de Cristo é, acima de tudo, dinâmica e ativa, jamais passiva. O sal tem propriedades que o faz um elemento acionador, isto é, põe em ação, em movimento, faz funcionar.

Como elemento estimulador onde o sal é introduzido causa mudança, transformações e não deixa nada a permanecer inerte. O sal impõe mudanças. O próprio Senhor deu mostras dessa ação. Ele revolucionou o mundo e impôs transformações que até hoje norteiam a vida humana.

Historicamente temos exemplos clássicos de ajustamentos sociais, a partir de valores impostos pelo cristianismo. O valor do trabalho, do respectivo salário e reconhecimento, como galardão, é algo que provém da Bíblia, assim como a valorização da mulher, primor pela saúde, inúmeras leis, direitos e deveres, o descanso semanal – o domingo –, Dia do Senhor (daí o nome Domingos, kuriakos, no grego).

Embora a sociedade pós-moderna esteja notadamente corrompida é atribuição de a Igreja é investir-se da autoridade expressa nos valores expressos no sal e salgá-la com o objetivo de livrá-la do apodrecimento.

Importância e valor do sal

Quando o Senhor lançou para a comparação entre o crente e o sal, a importância desse produto, no contexto daquela época, extrapolava muitíssimo a idéia de valores que temos hoje do sal. Era um produto muito mais imprescindível à sobrevivência humana que hoje, e essencial a todos os tipos de vida animal.

Formado por minúsculos cristais, portanto transparente e incolor quando puro, pode apresentar colorações de tons cinza, amarela e vermelha, quando impuro.

Se por um lado o produto se dissolve com facilidade na água, o sal de cozinha é composto por elementos – além de mais de 99% de cloreto de potássio –, responsáveis pela diminuição da umidade, que o torna imprestável, e o empedramento.

Além do uso para salgar alimentos para não permitir que estraguem, difundida no Egito já há cerca de 4.000 anos aC, o sal era usado pelos gregos e romanos como moeda em suas operações de compra e venda. A palavra latina salário deriva-se de sal, pois parte dos vencimentos de legiões romanas era paga com sal. Depois foi incorporada ao soldo.

Ainda hoje um dos principais acessos a Roma, então capital do império chama-se Via Salaria, por onde caravanas transportavam a riqueza para os romanos.

Referência de nobreza

Na Idade Média, o sal era transportado por estradas construídas especialmente para esse fim. Na mesma época, os europeus fizeram fortunas com o sal como tempero.

A até o século 18, a ordem de assento de nobres em uma mesa de banquete era indicada pelo posição de um saleiro de prata maciça colocado na mesa. Os menos ilustres ficavam abaixo do sal, mais distantes do anfitrião.

Produto medicinal e matéria-prima

Mesmo no final do século 19 e começo do século 20 o sal, além de ser usado como condimento e produto medicinal passou a ser uma das matérias-primas essenciais para a indústria química e têxtil.

Produtos a partir do sal

Do total de sal extraído no mundo, somente cerca de 5% é destinado ao consumo humano. A maior parte de Cloreto de sódio é industrializado para produzir cloro gasoso, soda cáustica, sódio, barrilhas, ácido clorídrico, hipoclorito de sódio, carbonato de sódio, vidro, cerâmica, alumínio, plásticos, borracha, hidrogênio, tecidos, cosméticos, sabão, detergentes, tinturas, remédios celulose, indústria da alimentação, pecuária, e centenas de produtos das indústrias químicas, metalúrgicas e de alimentos.

Uso medicinal

Na área medicinal o sal pode ser usado para amenizar dores, estimular a circulação, aumentar a pressão arterial, combater inflamações. O gargarejo de sal com água morna é usado para amenizar inflamação na garganta e gengivas. O sal reduz também inchaços.

Efeitos diretos ao ser humano

O sódio e o cloro no sal são eletrólitos, minerais que conduzem eletricidade em nossos fluidos e tecidos. Os outros eletrólitos principais são o potássio, o cálcio e o magnésio. Nossos rins controlam a quantidade de eletrólitos e água, regulando os fluidos que ingerimos e expelimos de nossos corpos. Se essa quantidade estiver alterada, nossos músculos, nervos e órgãos não irão funcionar corretamente porque as células não conseguem gerar contrações musculares e impulsos nervosos.

O sal é responsável pela troca de água das células com o seu meio externo, ajudando-as a absorver nutrientes e eliminar resíduos; é responsável no processo de contração muscular; e ainda o homem precisa de sal para o crescimento e o equilíbrio de eletrólitos.

O sal também funciona como elemento que requer equilíbrio em sua ingestão. A baixa quantidade de sal é chamada de hiponatremia, um dos distúrbios de eletrólitos mais comuns, e pode causar inchaço cerebral e morte.

Quando há muita quantidade de sódio no corpo, a hipernatremia e os rins não conseguem eliminar o volume de sangue pode aumentar (porque o sódio retém água), o que por sua vez pode fazer o coração bater mais forte. Por causa disso, alguns médicos tratam a síndrome da fadiga crônica por meio do aumento da ingestão de sódio.

O valor do sal é tão concentrado que basta a ingestão diária de uma colher de chá, ou seja, 2,4g de sódio. Alguns estudos indicam quantidade ainda menor.

A presença do sódio preserva o alimento por remover umidade e afastar bactérias. Mas o emprego do sal vai ainda muito além. Além de remédio para eliminar infecções, preservar alimentos, suavizar a dor, pode também ser usado para a limpeza doméstica e desodorização de ambientes. Além disso, o sal é usado para derreter gelo, por meio da diminuição do ponto de congelamento.

Até mesmo no âmbito dos modismos religiosos pós-modernos – sobre os quais pretendemos comentar nesta série – se inclui o sal. É usado pelo xintoísmo para purificar coisas, enquanto budistas o usam para afastar o mal (Parte do Curso O MINISTRO E SEUS RELACIONAMENTOS, Parte 3, revista Manual do Obreiro,/CPAD).

17 março 2010

A maravilhosa mensagem da Cruz

Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.” Jo 19:17-18

Parte das igrejas evangélicas brasileiras tem pregado um evangelho muito diferente do evangelho da Bíblia. Em dias tenebrosos como os nossos, muito se tem falado sobre vitória, bênçãos e prosperidade, contudo, quase não ouvimos mais pregações sobre a centralidade da Cruz. O pastor anglicano John Stott acerta vez afirmou que um dos mais graves equívocos da igreja evangélica é querer um cristianismo sem cruz.

Caro leitor, a cruz de Cristo deve ser a nossa mensagem central. A morte do Cordeiro que tira o pecado do mundo deve ser a nossa proclamação. O sangue justo derramado na cruz a favor dos eleitos deve ser a nossa ênfase principal. A cruz é o centro da história do mundo. A encarnação de Cristo e a crucificação de nosso Senhor são o centro ao redor do qual circulam todos os eventos de todos os tempos.

Como bem afirmou John Stott, qualquer pessoa que investigue o cristianismo pela primeira vez ficará impressionada pelo destaque extraordinário que os seguidores de Cristo dão a sua morte. No caso de todos os outros grandes líderes espirituais, a morte deles é lamentada como fator determinante do fim de suas carreiras. Não tem importância em si mesma; o que importa é a vida, o ensino e a inspiração do exemplo deles. Com Jesus, no entanto, é o contrário. Seu ensino e exemplo foram, na verdade, incomparáveis; mas, desde o princípio, seus seguidores enfatizaram sua morte. Além disso, quando os evangelhos foram escritos, os quatro autores dedicaram uma quantidade de espaço desproporcional à última semana de vida de Jesus na terra – no caso de Lucas, um quarto; de Mateus e Marcos, cerca de um terço; e de João, quase a metade.
Oh! Quão maravilhosa é a mensagem da Cruz! Como diz a clássica canção: "Sim eu amo a mensagem da cruz, até morrer eu a vou proclamar, Levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar."




15 março 2010

Quem é a “senhora eleita” de II Jo ?


Uma visão panorâmica da carta


Após uma saudação inicial, em que declara amar seus leitores na verdade (2Jo 1,2), João os abençoa com a graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo (2Jo 3). Depois de comunicar que havia se encontrado com membros da igreja que andavam de acordo com a verdade do evangelho (2 Jo 4), o apóstolo passa a exortá-los a que obedeçam ao mandamento do amor fraterno (2Jo 4-6). A razão apresentada é a chegada de falsos mestres que negam que Jesus veio em carne (2Jo 7). Os leitores deveriam acautelar-se contra eles (2Jo 8).

Esses falsos mestres poderiam ser reconhecidos por ultrapassarem a doutrina de Cristo, isto é, negarem a encarnação. Os que fazem isto não procedem de Deus (2Jo 9) e não deveriam ser nem mesmo recebidos em suas casas, caso aparecessem, sob pena de cumplicidade (2Jo 10,11). Apesar de ainda ter muita coisa a escrever, João prefere deixar para uma conversa pessoal, numa futura visita à igreja (2Jo 12). Ele conclui retransmitindo as saudações da igreja irmã (2Jo 13).

A carta pode ser sintetizada em quatro partes:

I. Destinatários e saudações, 2Jo 1-3
II. Vivendo em verdade e amor, 2Jo 4-6
III. Cuidado com os falsos ensinamentos, 2Jo 7-11
IV. Palavras finais e saudação, 2Jo 12,13


Quem é a “senhora eleita”?


João destinou a sua segunda carta “à senhora eleita” (ἐκλεκτῇ κυρίᾳ) e aos seus filhos (2Jo 1). Quem é esta “senhora eleita”? Há entre os biblistas 3 opiniões diferentes, a saber:


Primeira, que se trata de uma senhora cristã e de seus filhos, que eram conhecidos do apóstolo João. A carta, portanto, teria um cunho estritamente pessoal e almejava ajudar aquela família a ficar firme contra investidas de falsos mestres. Essa possibilidade é plausível e tem tido alguns defensores.

A Segunda, que a destinatária se chamava Kuria (da palavra kuri,a, “senhora”), ou Eclecta (“eleita”) ou Eclecta Kuria, uma combinação das duas. Essa hipótese é muito improvável, pois não há comprovação na literatura de que Eclecta fosse um nome próprio. Mesmo que Kuria fosse um nome próprio, era raro. “A combinação de dois nomes tão raros seria incrível” (D. Guthrie).

Terceira, que se trata de uma referência figurada à igreja e seus membros. Esta é a minha opinião, pois tem a seu favor vários argumentos. Jerônimo desde cedo a defendia.

O apóstolo João, ao final da carta, envia saudações dos “filhos da tua irmã eleita” (2Jo 13), uma referência a uma igreja local. O teor da carta, especialmente as advertências contra os falsos mestres, são mais apropriadas se dirigidas a uma igreja local e seus membros, como por exemplo, a advertência para não receber em casa algum dos falsos profetas (2Jo 10,11)

O uso de “eleita” (ἐκλεκτῇ) para uma congregação local se encontra em 1 Pedro, “Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda (1 Pe 5.13).

Também é relativamente comum encontrarmos na Escritura personificações femininas de nações e cidades (cf. “a filha de Sião”, 2Rs 19.21; Sl 9.14; Mt 21.5) e da própria igreja de Cristo, “a noiva do Cordeiro” (cf. Ef 5.22-23; 2 Co 11.2; Ap 19.7).

Um outro argumento em favor da igreja em sentido figurado, é que João, a partir do versículo 5, dirige-se à “senhora eleita” (ἐκλεκτῇ κυρίᾳ)no plural: “ouvistes” e “andeis” (2Jo 6); “acautelai-vos” (2Jo 8); “não o recebais” (2Jo 10), o que mostra que ele tinha em mente um público maior, ou seja, uma comunidade local de cristãos.

Finalmente, a “senhora eleita” (ἐκλεκτῇ κυρίᾳ) era amada “por todos os que conhecem a verdade” (2Jo 1), uma afirmação que cabe melhor no caso de uma igreja cristã.


Nele,
Pr Marcelo de Oliveira
Bog do autor: Supremacia das Escrituras

 
Bibliografia: Stott, John. I,II e III João (Introd. e Comentário) - Ed.Vida Nova
Lopes, Augustus Nicodemos. II, III João e Judas. Ed. Cultura Cristã

11 março 2010

O caminho de Emaús - Lucas 24

O encontro no caminho de Emaús, um vilarejo a doze ou treze quilômetros a noroeste de Jerusalém, é uma das mas vívidas histórias da ressurreição. Aconteceu na tarde do domingo. Um dos discípulos é identificado como Cleopas; o outro bem pode ter sido sua esposa. Enquanto caminhavam, falavam sobre os eventos impressionantes ocorridos em Jerusalém naqueles dias. Nessa caminhada, o Cristo ressuscitado juntou-se a eles.

Observemos o que Lucas diz sobre os olhos dos discípulos. De acordo com o versículo 16, seus olhos foram impedidos de reconhecer Jesus; de acordo com o versículo 31, seus olhos foram abertos e eles o reconheceram. O que teria feito a diferença? Como nossos olhos podem ser abertos como os olhos dos discípulos o foram?

Primeiro, podemos conhecer Cristo por meio das Escrituras.
Jesus reprovou os discípulos por terem sido tão tardios em crer nos profetas, e então os levou através das três divisões principais do Antigo Testamento – a Lei, os Profetas e os Salmos (v.44) – o Tanakh - lhes explicando seu ensino sobre os sofrimentos e a glória do Messias. Como Jesus dissera antes, “as Escrituras... testemunham a meu respeito” (Jo 5.39). Assim, precisamos procurar Cristo em toda a Escritura. Ao fazermos isso, nosso coração não poderá deixar de arder.

Segundo, podemos conhecer Cristo mediante o partir do pão.
Talvez os discípulos de Emaús tenham visto as cicatrizes em suas mãos ou reconhecido a sua voz. Mas parece mais provável que os quatro verbos usados por Lucas tenham acionado a memória deles: Jesus tomou o pão, deu graças, o partiu e o deu a eles. Então seus olhos foram abertos e eles o reconheceram. Como disseram mais tarde, “Jesus fora reconhecido por eles quando partia o pão” (Lc 24.35). Muitos cristãos têm testificado experiência semelhante a essa. Um exemplo é o da mãe de John Wesley, Susanna. Certo dia, tendo ouvido as palavras da Ceia do Senhor, confessou: “As palavras tocaram meu coração e eu tive certeza que Deus, em nome de Cristo, havia perdoado todos os meus pecados”.

Portanto, aqui estão duas maneiras principais por meio das quais Cleopas e seu companheiro [a] reconheceram o Senhor ressuscitado, e mediante as quais podemos reconhecê-lo hoje – as Escrituras e o partir do pão, a Palavra e o sacramento.

Nele, o terceiro caminhante de Emaús

Pr Marcelo de Oliveira

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