30 novembro 2016

Como lidar com quem fez ou pensa

“Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados…” (Lucas 7.47)
Recentemente, senti necessidade de ler um dos meus livros favoritos de Francine Rivers, “Atonement Child” [A Criança da Reparação]É uma obra de ficção que conta a dramática história de uma jovem mulher cristã que descobre que está grávida depois de ter sido horrivelmente estuprada. Conta sobre sua luta com a pressão para interromper sua gravidez. No desenrolar da história, revela-se que tanto sua mãe quanto sua avó, por razões muito diferentes, fizeram abortos. O que nós temos são três mulheres através de gerações lidando com a questão do aborto e os efeitos trágicos em suas vidas e fé cristã. Eu li esse livro várias vezes porque me lembra da minha vida antes de Cristo e da sua maravilhosa misericórdia.
Uma coisa que realmente me impressiona é a forma como Rivers se concentra no trauma que essas mulheres sofrem. Elas foram devastadas pela escolha que fizeram. Ela pinta um quadro que me é muito familiar de mulheres que foram traumatizadas pela vida e atormentadas pelo remorso por suas escolhas. Infelizmente, há mulheres em nossas congregações que fizeram abortos e que podem estar aterrorizadas para falar a respeito por causa da vergonha, culpa e medo da recriminação. Nós podemos descobrir muitos fatos a respeito do número de mulheres fazendo abortos no Reino Unido e nos Estados Unidos, mas isso não é verdade quando se trata das mulheres em nossas igrejas. Eu suspeito que o número seja maior do que imaginamos ou que queremos admitir.
Nós sabemos que a Escócia tem a segunda maior porcentagem de abortos na adolescência do mundo(Cuba tendo a mais alta). As estatísticas estão começando a mostrar uma tendência perturbadora para o aborto no schemes. Um estudo em 2012 mostrou que na Escócia a taxa de abortos está, claramente, vinculada a altos níveis de pobreza, onde, de fato, a taxa pode ser o dobro de outras áreas. Mais uma vez, tragicamente, quase um terço das mulheres que fazem um aborto na Escócia afirma ter feito outro anteriormente.
Para as mulheres que querem trabalhar no schemes escocês, esta é uma questão muito delicada e difícil. Muitas mulheres com as quais estamos trabalhando fizeram ou estão considerando fazer um aborto. Eu acredito, absolutamente, que a partir do momento da concepção, o bebê é uma criança, tem vida, tem sido entrelaçado no ventre da sua mãe pelo Senhor – eu sou firmemente pró-vida. No entanto, mesmo quando não concordamos com a escolha delas, essas mulheres precisam de cuidado e graça para serem capazes de lidar com o trauma, a culpa, o medo e a dor com que muitas se deparam.
A mentira do mundo é que o aborto é a interrupção indolor de tecido. No entanto, não há nada indolor sobre esse procedimento, nem de longe. De fato, há muitas evidências que sugerem que existe uma clara correlação entre abortos e os efeitos negativos na saúde mental das mulheres. Não há facilidade alguma relacionada a tirar uma vida. Para muitas, isso corrói as suas próprias almas. Como podemos ajudar tais mulheres que vivem e adoram entre nós, como povo de Deus?
Onde começamos com aquelas que fizeram ou estão considerando um aborto?
Para as mulheres que não são salvas, eu acredito que precisamos falar, com compaixão e sem medo, a verdade bíblica e a esperança do evangelho de Jesus para as suas vidas. Há muitas razões que fazem uma mulher considerar o aborto como a única opção: medo, abuso, dinheiro e até mesmo como contracepção. Ela pode esperar que nós a condenemos instantaneamente, chamando- a de assassina e batendo com alguns versículos bíblicos bem escolhidos. Na verdade, pode haver um ponto onde ela sinta o peso da palavra de Deus. Mas a verdade bíblica falada com sabedoria e gentileza irá, espera-se, garantir que tenhamos mais do que uma discussão de 20 segundos. Nós devemos estar constantemente procurando trazer o evangelho para o centro do nosso aconselhamento quando lidamos com um assunto tão doloroso.
 Eu muito raramente falo sobre esse assunto por muitas razões. Principalmente, por ter sido uma dessas mulheres que tem vivido com medo, aterrorizada que as pessoas (os cristãos) descobrirão a verdade. Infelizmente, houve observações maldosas, comentários cruéis e absurdos inúteis e anti-bíblicos despejados sobre mim. Mesmo agora, quando eu compartilho o meu testemunho eu encontro maneiras de contá-lo sem realmente dizer as palavras. No entanto, apesar da seriedade do meu pecado, eu compreendi a imensa misericórdia e amor de Cristo e sou tão grata por Romanos 8.1: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”
Como podemos ajudar os cristãos na dor, como igreja?
 1. Precisamos reconhecer que esse pode ser um problema para algumas das nossas mulheres. Há muitas mulheres que não estão vivendo na graça libertadora que nos foi dada e estão ouvindo a mentira de que seus pecados não foram apagados ou nunca poderão ser perdoados. Devemos ajudar a entender as boas novas de que há perdão vindo de Deus, mesmo para esse pecado.
 2. Uma boa prestação de contas vai, com o tempo, proporcionar-lhes uma pessoa segura, alguém em que elas realmente confiem para dar o salto e dizer a verdade. Quando esse momento acontecer, por favor, lembre-se de aconselhar gentilmente com compaixão e graça. Contudo, fale a verdade bíblica claramente. Provérbios 27.6: “Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos”.
 3. Lembre as mulheres sobre o evangelho e a graça maravilhosa que lhes foi dada, a liberdade que há em Cristo. Nós todos carecemos da glória de Deus e felizmente, através de Cristo, podemos ser restaurados. Lembre-as que isso é um processo que levará tempo. Não há respostas fáceis ou atalhos. Duras verdades terão de ser enfrentadas, mas crescimento e libertação pode e irá acontecer em Jesus.
 4. Nós precisamos ajudar as mulheres a chorar por seus filhos (eu sei que isso pode soar estranho, porque elas fizeram uma escolha ativa, mas acredite em mim, há muitas mulheres em luto por esses bebês secretos em terrível silêncio). Isso faz parte do processo de cura.
Eu não estou dizendo que nós devemos deixar de lado, em qualquer momento, nossas convicções pró-vida, tolerar o pecado ou abafar a verdade bíblica. Porém, estou sugerindo que deveríamos considerar todas as vidas que o aborto pode afetar. Eu reconheço que isso tudo foi a respeito das mulheres (eu tenho uma leve inclinação a isto). No entanto, para todos os milhares de mulheres que lidam com a questão do aborto, há também milhares de homens. Eu ouço o tempo todo que é “direito das mulheres escolher”, mas e o pai? Ele pode nem saber até que tenha sido feito. Não há escolha para ele. Como ele lamenta? Como ele pode perdoar e lidar com sua dor? Será que ele se importa? É uma questão tão complicada. Por isso que essa não é a palavra final, mas só o começo da caminhada com as nossas ovelhas feridas.
É por isso que a única esperança é, finalmente, a esperança do evangelho.
“… o Senhor ungiu-me para levar boas notícias… Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros para proclamar o ano da bondade do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; para consolar todos os que andam tristes…”(Isaías 61.1-2).
Que o Senhor nos ajude a ajudar o seu povo, especialmente, nessa questão.
Por: Sharon Dickens. © 2015 20Schemes. Original: How Should Our Churches Deal With The After Effects Of Abortion?
Tradução: Eulina e Juan Siqueira. Revisão: : Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Como lidar com quem fez ou pensa em fazer um aborto
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

25 outubro 2016

Uma mocidade forte

A juventude é uma fase empolgante da vida. Ela é cheia de vigor, marcada por sonhos altaneiros, bafejada por um sublime idealismo. Ser jovem cristão neste mundo, entretanto, é um grande desafio, pois a juventude, de forma geral, está sem referencial, confusa, sem valores absolutos e sem alvos definidos. Nossa sociedade está vendo seus jovens se capitulando debaixo das botas dos vícios mais degradantes. Está vendo seus jovens desfibrando-se moralmente, mergulhados num hedonismo selvagem, entregando-se no altar aviltante da promiscuidade mais escandalosa. Assistimos, estarrecidos, uma geração jovem copiando os piores modelos, seguindo os paradigmas mais extravagantes, rebelando-se contra todos os valores absolutos de Deus, exarados em Sua Palavra.
O jovem cristão, neste sociedade caotizada pelo pecado, tem uma grande responsabilidade. Conforme disse Paulo a Timóteo, temos que ser modelos na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza. Temos que guardar puro o nosso caminho pela observância cuidadosa da Palavra de Deus. Como disse o apóstolo João, temos que ser fortes, temos que reter a Palavra em nosso coração, temos que vencer o maligno. Como jovens, temos que ser uma geração santa, fiel, que conheça a Deus na intimidade. Temos que ter mais do que nome de cristãos, temos que sê-lo genuinamente. Temos que impactar nosso meio não apenas com palavras de poder, mas com atos irrefutáveis. Temos que ser, antes de dizer. Temos que viver, antes de mostrar. Temos que falar a Deus antes de falar aos homens. Temos que reter a Palavra, antes de ensiná-la. Temos que adornar a doutrina que professamos com uma vida irrepreensível.
Conclamo, portanto, a juventude da nossa igreja a levar Deus a sério. Deus está buscando alguém cujo coração seja totalmente dele. Queremos ver uma mocidade comprometida com Deus, santa, pura, digna da sua elevada vocação. Queremos ver jovens que se empolguem com os projetos do Reino de Deus e não com as coisas deste mundo posto no maligno. Queremos ver o levantamento de uma geração jovem que conheça a intimidade do altar, que tenha uma vida abundante de oração, que se deleite no louvor ao Deus vivo, que testemunhe com ousadia e desassombro o Evangelho da cruz. Estamos orando para que os jovens da nossa igreja, levantem-se na força do Espírito Santo, como uma mocidade compacta, unida, coesa, vigorosa, determinada a realizar grandes projetos no Reino de Deus. Podemos sonhar grande. Podemos pensar alto. Podemos alçar vôos altaneiros. O Evangelho que abraçamos é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. O Espírito que recebemos é Espírito de poder. O Reino que está dentro de nós, não consiste de palavras, mas de poder. Não precisamos viver como fracos. Somos mais do que vencedores. Temos que ser jovens mais arrojados, mais fiéis, mais determinados em andar com Deus, em viver para Deus e em realizar grandes coisas para a glória de Deus. Avante mocidade, em nome de Jesus!

13 junho 2016

Como restaurar relacionamentos quebrados

Os relacionamentos mais íntimos podem adoecer. As amizades mais próximas podem se acidentar nos rochedos das decepções e das mágoas. As palavras de amor podem ser substituídas pelas acusações ferinas; os abraços fraternos podem ser trocados pelo afastamento gelado; a alegria da comunhão pode ser perturbada pela tristeza da mágoa.
Os relacionamentos adoecem na família, na igreja e no trabalho. Pessoas que andaram juntas e comungaram dos mesmos sentimentos e ideais, afastam-se. Cônjuges que fizeram votos de amor no altar, ferem um ao outro com palavras duras. Amigos que celebravam juntos as venturas da vida, distanciam-se. Parentes que degustavam as finas iguarias no banquete da fraternidade, recuam amargurados. Irmãos que celebravam festa ao Senhor no mesmo altar, apartam-se tomados por gélida indiferença.
Como podemos restaurar esses relacionamentos quebrados? Como podemos despojar-nos da mágoa que nos atormenta? Como podemos buscar o caminho do perdão e tomar de volta aquilo que o inimigo saqueou da nossa vida?
1. Reconhecendo nossa própria culpa na quebra desses relaciomentos. É mais fácil acusar os outros do que reconhecer nossos próprios erros. É mais fácil ver os erros dos outros do que admitir os nossos próprios. É mais cômodo recolher-nos na caverna da auto-piedade do que admitir com honestidade a nossa própria culpa. A cura dos relacionamentos começa com o correto diagnóstico das causas que provocaram as feridas. E um diagnóstico honesto passa pela admissão da nossa própria culpa.
2. Tomando atitudes práticas de construir pontes de aproximação em vez de cavar abismos de separação. A honestidade de reconhecer nossa culpa e a humildade de dizer isso para a pessoa que está magoada conosco é o caminho mais curto e mais seguro para termos vitória na restauração dos relacionamentos quebrados. Jesus Cristo nos ensinou a tomar a iniciativa de buscar o perdão e a reconciliação. Não podemos ficar na retaguarda, nos enchendo de supostas razões, esperando que os outros tomem a iniciativa. Devemos nós mesmos dar o primeiro passo. Deus honrará essa atitude.
3. Tomando a atitude de perdoar a pessoa que está magoada conosco assim como Deus em Cristo nos perdoou. É mais fácil falar de perdão do que perdoar. O perdão não é coisa fácil, mas ele é necessário. Não podemos ser verdadeiros cristãos sem o exercício do perdão. O perdão também não é coisa rasa. Não podemos nos contentar com uma cura superficial dos relacionamentos feridos. Não podemos ignorar o poder da mágoa nem achar que o silêncio ou o tempo, por si mesmos, possam trazer cura para esses relacionamentos quebrados. O perdão é mais do que sentimento, é uma atitude. Devemos perdoar porque fomos perdoados e devemos perdoar como fomos perdoados. Devemos apagar os registros que temos guardado nos arquivos da nossa memória. Não devemos cobrar mais aquilo que já perdoamos nem lançar mais no rosto da pessoa aquilo que já resolvemos aos pés do Salvador. O perdão é um milagre. Ele é obra da graça de Deus em nós e através de nós. É dessa fonte da graça que emana a cura para os relaciomentos quebrados. Que Deus nos dê a alegria da cura dos relacionamentos no banquete da reconciliação!

23 maio 2016

Um alerta de Deus ao seu povo

É Deus quem está falando e falando desde os céus. Salomão está consagrando o templo de Jerusalém, quando escuta este alerta de Deus: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr 7.14). Destacamos, aqui, algumas importantes lições:
1. O povo de Deus precisa se humilhar. A restauração que vem de Deus e emana dos céus começa quando o povo de Deus se humilha. O mundo é impactado e os corações são alcançados quando o povo de Deus se prostra e se humilha sob a mão do Altíssimo. Antes da igreja chamar o mundo ao arrependimento, ela precisa se humilhar diante de Deus. O juízo começa pela Casa de Deus. A igreja só pode levantar-se diante dos homens quando primeiro se prostra diante de Deus. Nada pode ser mais contraditório que um crente soberbo. A soberba é a porta de entrada da ruína. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
2. O povo de Deus precisa buscar a Deus em oração. Quando o homem reconhece sua fraqueza ele confessa a onipotência divina. Só quando nos humilhamos diante de Deus é que aprendemos a verdadeira essência da oração. É o reconhecimento da nossa fragilidade que nos impulsiona a orar. Aqueles que se humilham diante Deus, também o buscam de todo o coração. Aqueles que choram pelos seus pecados, também oram com fervor. A restauração divina vem dos céus sobre uma igreja que ora. A oração abre o caminho da cura, pavimenta a estrada do avivamento e abre as comportas da restauração. Os avivamentos sempre foram precedidos por oração. Mas, que tipo de oração? Não uma oração centrada no homem. Oração não é prioritariamente buscar as bênçãos de Deus, é buscar o Deus das bênçãos. Orar é deleitar-se em Deus por quem ele é mais do que buscá-lo pelo que ele dá. O alvo principal da oração é comunhão com Deus. É deleite em Deus. Orar é intimidade com Deus. É na presença de Deus que existe plenitude de alegria e só na sua destra há delícias perpetuamente.
3. O povo de Deus precisa se converter dos seus maus caminhos. Não poucas vezes o povo de Deus envereda-se por atalhos perigosos, por descaminhos escabrosos e desvia-se das veredas da justiça. Quando aqueles que conhecem a Deus desviam-se da verdade, caem na iniquidade, e praticam os mesmos pecados daqueles que não o conhecem, tornam-se pedra de tropeço, embaraço para os incrédulos e motivo de escândalo no mundo. A igreja de Deus é convocada pelo próprio Deus a voltar suas costas para o pecado e converter-se dos seus maus caminhos. Como resultado do arrependimento da igreja, Deus promete ouvir seu clamor e sarar a sua terra. A santidade é o segredo da vitória na oração e a vitória na oração é o segredo do avivamento e, o avivamento traz restauração para a igreja e salvação para o mundo.
Pr. Hernandes Dias Lopes

16 março 2015

Babilônia | A verdade por trás da novela

Nesta semana, durante um dos intervalos do Jornal Nacional, vi uma chamada para a estreia da nova novela das 9 na Globo: Babilônia. Confesso que na hora fiquei bastante assustado com o título da novela, afinal de contas, a Bíblia não traz boas referências da antiga cidade que deu origem ao nome da novela.


A CIDADE DE BABILÔNIA


A Babilônia começou a ser erguida às margens do rio Eufrates, logo após o Dilúvio. A região é a mesma onde fica o Iraque hoje. Ao se afastarem do Deus Criador dos céus e da terra, os homens daquele lugar buscavam unidade e poder. Decidiram, então, construir uma torre na cidade de Babel, capital do Império Babilônico, que alcançaria o céu e seria a sede desse poder. Essa construção simbolizou a rebelião do homem contra Deus e Sua ordem: "Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra" (Gênesis 9:1). Veja como tudo aconteceu:

"Disseram uns aos outros: ‘Vamos fazer tijolos e queimá-los bem’. Usavam tijolos em lugar de pedras, e piche em vez de argamassa. Depois disseram: ‘Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra’. O Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. E disse o Senhor: ‘Eles são um só povo e falam uma só língua, e começaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer. Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros’. Assim o Senhor os dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade. Por isso foi chamada Babel, porque ali o Senhor confundiu a língua de todo o mundo. Dali o Senhor os espalhou por toda a terra" (Gênesis 11:3-9).

Desde aquele dia até hoje, Babilônia tem sido o símbolo do abandono da fé em Deus, arrogância, confusão e tentativa de salvação pelos esforços humanos. Nos capítulos 17 e 18 de Apocalipse, a Babilônia é citada como a fonte do governo e da economia dos ímpios. Veja o que foi revelado a João sobre essa cidade: "Babilônia, a grande, a mãe das prostitutas e das práticas repugnantes da Terra" (Apocalipse 17:5).


NOVELA BABILÔNIA


Me lembro que, no final da chamada que vi na Tv, uma voz masculina dizia: "Vem aí Babilônia, o seu novo conflito das 9”. Diante disso, peguei o dicionário para saber exatamente qual é o significado de "conflito". Veja o que essa palavra quer dizer: "Oposição de interesses e sentimentos. Luta, disputa, desentendimento. Briga, confusão, tumulto, desordem". É isso que você quer para a sua vida? São essas coisas que você quer que entre na sua casa através da Tv? Pois é justamente isso que Satanás quer fazer através dessa novela! Como se não bastasse, fui até o YouTube para assistir as outras chamadas que estão circulando durante a programação da Globo. Encontrei três vídeos diferentes e, em cada um deles, uma personagem fala sobre si. 
Na primeira chamada, a atriz Adriana Esteves diz: "(...) O mundo não me deu o que eu mereço, mas vou ter tudo o que me é de direito. Nem que seja à força. Essa é a minha ambição". Já no segundo vídeo, a personagem de Glória Pires afirma: "Eu não me contento com pouco. Eu quero mais, sempre mais. Essa é a minha ambição". E por fim, na terceira chamada, a voz de Camila Pitanga diz: "Eu aprendi desde pequena que ambição não é pecado. (...) Ninguém vai mudar o que eu acredito e é assim que eu vou vencer".

Diante dessas três colocações, eu lhes pergunto: Vocês notaram alguma semelhança entre as personagens da novela e o povo que viveu na Babilônia? Tanto na Babilônia do passado como na do presente, as pessoas anseiam pelo poder a qualquer custo. Outro ponto importante: A personagem da terceira chamada começa a sua apresentação dizendo: "Eu aprendi desde pequena que ambição não é pecado". Será que isso é verdade? Vamos ver o que a Bíblia diz sobre isso:

"O Senhor não deixa o justo passar fome, mas frustra a ambição dos ímpios" (Provérbios 10:3)

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos" (Filipenses 2:3)

"Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. (...) Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males" (Tiago 3:14,16).

Como podemos ver, a Palavra de Deus prova que essa ambição egoísta é pecado sim, pois traz confusão e todos os outros males para a vida das pessoas. Ou seja: o discurso da abertura da novela Babilônia é mentiroso. E nós sabemos muito bem que é o pai da mentira: "Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44).


AFASTE-SE DA BABILÔNIA

Não é de hoje que Satanás tem usado programas de Tv, especialmente as novelas para entrar na vida das pessoas e fazer com que elas se afastem dos caminhos de Deus. O diabo sabe que a Tv é o maior e mais importante veículo de comunicação em massa e um dos grandes formadores de opinião, por isso, envia diariamente inúmeras mensagens subliminares que acabam influenciando o comportamento de tantas pessoas.

Hoje, "graças" a essas mensagens lançadas por Satanás através das novelas e de outros programas, a sociedade aceita com naturalidade a prática sexual antes do casamento, o relacionamento afetivo entre pessoas do mesmo sexo, a desvalorização da mulher, a busca desenfreada pela fama, sucesso e poder, entre tantas outras coisas. Culpa da televisão? Claro que não. Eu não estou condenando a Tv, muito menos dizendo que você deve retirar a televisão de sua casa. Não serei hipócrita, pois existem programas excelentes e eu, inclusive, gosto de assistir vários deles. O que estou dizendo é que é precisamos selecionar muito bem o que vamos assistir para que o inimigo não entre em nossas casas e atrapalhe nossa vida espiritual.


VEJA 7 ALERTAS DA BÍBLIA SOBRE PROGRAMAS COMO A NOVELA BABILÔNIA


1) Eles trazem maldade e pecado para nossos lares: "Não levem coisa alguma que seja detestável para dentro de casa, se não também vocês serão separados para a destruição. Considerem-na proibida e detestem-na totalmente, pois está separada para a destruição" (Deuteronômio 7:26)

2) Colocam os espectadores na roda dos escarnecedores: "Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!" (Salmos 1:1-3)

3) Atrapalham uma vida de consagração a Deus: "Seguirei o caminho da integridade; quando virás ao meu encontro? Em minha casa viverei de coração íntegro. Repudiarei todo mal. Odeio a conduta dos infiéis; jamais me dominará!" (Salmos 101:2-3)

4) Representam comunhão com as obras de Satanás: "Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14)

5) Poluem as nossas mentes: "Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Filipenses 4:8).

6) Divulgam todo tipo de pecado que o cristão deve rejeitar: "Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. É por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência" (Colossenses 3:1-3, 5-6).

7) Jesus está voltando em breve. Devemos abandonar todas obras das trevas: "A noite está quase acabando; o dia logo vem. Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e vistamo-nos a armadura da luz. Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja. Pelo contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne" (Romanos 13:12-14).


CONCLUSÃO


Diante de tudo o que foi falado sobre a novela Babilônia, pergunto: Vamos obedecer a Palavra de Deus e fugirmos do pecado, ou será que já estamos tão adormecidos pelos vícios deste mundo que não conseguimos mais ouvir a voz de Deus? 

10 janeiro 2015

O Grande Pecado

De acordo com os mestres cristãos, o vício fun­damental, o mal supremo, é o orgulho {...} O orgulho leva a todos os outros vícios; é o estado mental mais oposto a Deus que existe.

Como podem exis­tir pessoas evidentemente cheias de orgulho que decla­ram acreditar em Deus e se consideram muitíssimo reli­giosas? Infelizmente, elas adoram um Deus imaginário. Na teoria, admitem que não são nada comparadas a esse Deus fantasma, mas na prática passam o tempo todo a imaginar o quanto ele as aprova e as tem em melhor con­ta que ao resto dos comuns mortais. Ou seja, pagam al­guns tostões de humildade imaginária para receber uma fortuna de orgulho em relação a seus semelhantes. Suponho que é a esse tipo de gente que Cristo se referia quando dizia que pregariam e expulsariam os demônios em seu nome, mas no final ouviriam dele que jamais os conhecera. Cada um de nós, a todo momento, vê-se diante dessa armadilha mortal. Felizmente, temos como saber se caímos nela ou não. Sempre que constatamos que nossa vida religiosa nos faz pensar que somos bons — sobretudo, que somos melhores que os outros —, po­demos ter certeza de que estamos agindo como mario­netes, não de Deus, mas do diabo. A verdadeira prova de que estamos na presença de Deus é que nos esque­cemos completamente de nós mesmos ou então nos ve­mos como objetos pequenos e sujos. O melhor é esque­cer-nos de nós mesmos....

Se alguém quer adquirir a humildade, creio poder dizer-lhe qual é o primeiro passo: é reconhecer o pró­prio orgulho. Aliás, é um grande passo. O mínimo que se pode dizer é que, se ele não for dado, nada mais po­derá ser feito. Se você acha que não é presunçoso, isso sig­nifica que você é presunçoso demais.


Cristianismo Puro e Simples - C. S. Lewis