28 janeiro 2010

Aprendendo com o apóstolo Paulo

O apóstolo Paulo foi sem dúvida alguma o maior evangelista, o maior teólogo, o maior missionário e o maior plantador de igrejas de toda a história do cristianismo. Nenhum homem exerceu tanta influência sobre a nossa civilização, como Paulo. Nenhum escritor foi tão conhecido e teve suas obras tão divulgadas e comentadas no mundo quanto ele. Embora tenha vivido sob fortes pressões internas e externas, nunca deixou jamais sua alma ficar amargurada.


Em Filipenses 1.12, Paulo diz: “E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior avanço do evangelho”
. Agora, surge a pergunta: “Que coisas são essas que contribuíram para o avanço do evangelho”?

Percorrendo o livro de Atos e outras passagens do N.T iremos “descobrir” que “coisas” eram essas que contribuíram para o avanço do evangelho. Veremos algumas a seguir:

A) Ele foi perseguido em Damasco (At 9.23-25).

Após converter-se na capital da Síria, Paulo anunciou Jesus nessa cidade (At 9.20,21). Dali foi para região da Arábia, onde ficou cerca de três anos, fazendo uma reciclagem em sua teologia (Gl 1.15-17). Voltou a Damasco (Gl 1.17) e,a gora, não apenas prega, mas demonstra cuidadosamente que Jesus é o Cristo (At 9.22). Então, em vez de ser acolhido, é perseguido. Precisa fugir da cidade para salvar a sua vida (At 9.23-25).

B) Ele foi rejeitado em Jerusalém (At 9.26-28).

Quando chegou em Jerusalém, na igreja mãe, os apóstolos não confiaram nele. Paulo, então, sentiu a dor de ser rejeitado. A aceitação é uma necessidade básica da vida humana. Não somos uma ilha. Foi então que apareceu Baranabé, o filho da consolação, para abraçá-lo, valorizá-lo e integrá-lo na vida da Igreja (At 9.27).

C) Ele foi dispensado do campo missionário pelo próprio Deus (At 22.17-21).

No apogeu de seu entusiasmo, no auge de seu trabalho, Deus mesmo aparece a ele em sonhos e o dispensa da obra. Deus o manda arrumar as malas e sair de Jerusalém. Paulo não entende e discute com Deus. Para ele, Deus estava cometendo um erro estratégico, tirando-o de cena. Deus, porém, não muda; é Paulo quem precisa mudar e mudar-se. Diz o texto sagrado em Atos 9.31, que, quando Paulo arrumou as malas e foi embora, a igreja passou a ter paz e crescer. Que golpe no orgulho do apóstolo!

D) Ele foi colocado na sombra de outro líder (At 13.2)

Convocado por Barnabé para estar em Antioquia da Síria, reinicia seu ministério. Depois de um ano intenso de trabalho nessa igreja, o Espírito Santo disse: “Separai-me a Barnabé e a Saulo para obra que os tenho chamado (At 13.2)”. Perceba que os escolhidos não são Saulo (1º) e Barnabé (2º), mas Barnabé (1º) e Saulo (2º). Você já foi segundo alguma vez? Já ficou na sombra de outra pessoa? Antes de você ser o primeiro, você terá que aprender ser um ótimo segundo. Paulo precisou aprender a ser submisso, antes de ser um grande líder. Hoje em algumas igrejas, a pessoa se converte, um mês depois é diácono, 3 meses depois é presbítero, mais 3 meses é pastor, e não muito depois é apóstolo! Oh Deus, dá-nos discernimento!

E) Ele foi apedrejado e arrastado como morto da cidade de Listra (At 14.19).

Paulo estava fazendo a obra de Deus, no tempo de Deus, dentro dos propósitos de Deus, e mesmo assim foi apedrejado. Contudo ele não ficou amargurado nem se decepcionou com o ministério. Ao contrário, prosseguiu fazendo a obra com alegria.

F) Ele foi preso e açoitado com varas em Filipos (At 16.19-26).

Mesmo estando no centro da vontade de Deus, Paulo foi preso, açoitado com varas e jogado no cárcere. Em vez de ficar revoltado e colocar a Deus na parede, ele orou e cantou à meia noite, e Deus abriu as portas da prisão e o coração do carcereiro.

G) Ele enfrenta um naufrágio na viagem para Roma (At 27.9; 28.1-10).

Já que o próprio Deus o queria em Roma,era de se esperar que a viagem fosse tranqüila. No entanto, quando Paulo embarcou para Roma, enfrentou uma terrível tempestade. Durante quatorze dias, o navio foi açoitado com rigor, e todos os prisioneiros perderam a esperança de salvamento, exceto Paulo (At 27.20-26). Chegando em Malta, uma víbora ataca sua mão. Note que haviam outras 275 pessoas no navio, mas a víbora ataca justamente a Paulo. Os malteses, fizeram um juízo precipitado dele, chamando-o de assassino. Parecia que tudo dava errado para Paulo. No entanto, em vez de cair morto pelo veneno da víbora, ele curou os enfermos da ilha.

Um homem que tinha tudo para se abater, desistir, abandonar, nos deixou este legado indelével de uma vida piedosa, de sofrimento, de renúncia, e acima de tudo, amor pelo verdadeiro evangelho, e pelo Cristo que o capturou na estrada de Damasco, antes que ele capturasse algum cristão. Poderia falar muito mais, pois basta lermos 2 Co 6.4-10 e 2 Co 11.23-33, e vermos o que este homem passou pela causa do evangelho.

Que venhamos a seguir suas pisadas, imitarmos seu exemplo, e seremos cidadãos de um reino eterno, onde o Deus de Paulo nos coroará para todo o sempre. Amém.


“Sede meus imitadores, como também sou de Cristo” 1 Co 11.1


Nele, que chama homens para sua seara

Pr Marcelo

Bibliografia: Warren, Wiersbe. Comentário Expositivo. Geográfica Editora
Lopes, Hernandes Dias. Filipenses. Ed. Hagnos 2007